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O 2o SEMESTRE COMEÇOU E NINGUÉM TEM CERTEZA DE COMO FICA A ECONOMIA: VOCÊ ARRISCARIA UM PALPITE?
Enquanto a crise corria solta no mundo em 2008, o Brasil fechava o ano com uma taxa de crescimento de 6.4% do PIB, a maior desde o início da medição na década de 80. Este ano o Banco Central revisou para menos o índice de 3.2% e agora no segundo semestre a estimativas vão de 1.2% - para o Banco Central, 2% para o Ministro da Fazenda Guido Mantega, 3% ao ano para a jornalista econômica Miriam Leitão e por aí vai.
Num primeiro olhar, esses números poderiam significar que o cenário mundial ainda está sufocando a economia brasileira, o que justificaria o atraso ou até a suspensão das decisões sobre novos investimentos das empresas brasileiras, principalmente nos setores de commodities, agropecuária e indústria extrativa mineral.
Mas será que o horizonte está assim tão carregado? Estudo feito em nível mundial pela consultoria Ernst & Young, baseado no valor das ações de cada empresa ao fim do primeiro semestre de 2009, mostra a recuperação das companhias depois do pior momento da crise no final do ano passado. E o resultado é animador: o levantamento aponta que grandes empresas brasileiras vêm ganhando cada vez mais representatividade mundial.
Para dar uma idéia do que esses dados recentes significam, o estudo aponta que das 300 empresas que mais se valorizaram em todo o mundo no primeiro semestre deste ano oito são brasileiras, sendo que três estão entre as cem maiores: Petrobras, ocupando o oitavo lugar, Vale (46º) e Itaú Unibanco (76º). O primeiro lugar do ranking da consultoria ficou com a petrolífera chinesa Petrochina.
No início do mês, o Morgan Stanley revisou as suas expectativas para o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e agora projeta que o indicador real recue apenas 0.5% em 2009, em comparação com a queda de 1% prevista anteriormente. Já as projeções para 2010 avançaram de crescimento de 2.5% para 3.5%.
Segundo a instituição, o desempenho positivo de indicadores importantes, como índices de desemprego e confiança do consumidor, contribui com a perspectiva. Entretanto, a expansão do crédito é apontada como um tema chave para o crescimento doméstico em 2010, já que influencia decisões de consumo e investimento.
O fato é que entre especialistas e agências de risco talvez o único consenso seja o fato de que a recessão deve afetar de forma diferente cada economia, em função do contexto de cada país; também parece ser bem aceita a idéia de que a maturidade política do Brasil e nossa estabilidade financeira nos credenciam como uma boa aposta para o horizonte próximo.
Na dúvida, é melhor estar preparado para atender as futuras demandas e driblar barreiras como o protecionismo e a reserva de mercado.
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Fontes: Infomoney Especial Brasil Mineral
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